Real Instrumental leva nova cena musical ao circuito histórico
Primeira edição do festival acontece gratuitamente em Sabará neste sábado
A primeira edição do festival Real Instrumental acontece neste sábado (24) a partir das 18 horas em Sabará reunindo alguns dos nomes que vêm se destacando na nova cena da música instrumental brasileira. Além dos mineiros do 4instrumental (Sabará), Iconlini (BH) e Dibigode (BH), o festival contará também com os acreanos do Caldo de Piaba, que estão em turnê pelo Estado.
Promovido pelo Instituto Cultural Fórceps, o Real Instrumental circulará pelas cidades que fazem parte da Estrada Real promovendo a integração entre esse circuito histórico e a produção instrumental recente que vem se destacando no país, criando um diálogo entre o novo e o antigo. Para intensificar a proposta todos os shows serão realizados em pontos históricos das cidades sem o uso de palco, estabelecendo um contato direto entre os músicos e o público, que ficará livre para circular ao redor do espetáculo. Em Sabará o Real Instrumental será gratuito, realizado na praça Melo Viana no centro histórico da cidade, em frente à igreja Nossa Senhora do Rosário, uma obra inacabada do século XVIII.
Sobre as bandas
Formado no final de 2008, o Caldo de Piaba é um projeto idealizado por amigos que tem em comum o gosto pela mistura de ritmos e a vontade de experimentar com a música instrumental. Além das composições próprias, são apresentadas releituras de canções populares. Nesse consistente caldo quem conduz a melodia é a guitarra (como na lambada e na guitarrada paraense) que se encontra com a bateria e o baixo inspirados no funk, no ska e no samba-rock. Isso tudo misturado com um toque de psicodelia, com uma certa liberdade de improviso, e com o que mais for surgindo. Esse é o pano de fundo das composições do Caldo de Piaba que vem conquistando seu espaço no cenário da música acreana. Em um ano de trajetória, a banda já rodou o interior do Acre a bordo de uma Kombi levando seu show para praças e coretos. Se apresentou também em festivais independentes como o Varadouro (Rio Branco-AC), Grito Rock (Acre, Alagoas e Bahia), Calango (Cuiabá-MT), Rec Beat (Recife-PE) e Mostra Instrumental Contemporânea (Rio de Janeiro).
Iconili é uma banda instrumental que tem como base o rock, além de referências como jazz e música africana. A banda é formada por cinco músicos que utilizam diversos instrumentos, entre eles sax, theremin, orgão, flauta e metalofone. A composição gerada pela estrutura de rock e timbres antigos geram uma atmosfera geométrica e uma métrica recortada.
O 4instrumental nasceu em Sabará no começo de 2008 e desde então a banda já circulou por várias cidades de Minas Gerais e se apresentou em festivais importantes como o Jambolada (Uberlândia/MG), Primeiro Campeonato Mineiro de Surf (BH/MG), Marreco (Patos de Minas/MG), Arena Livre (Vespasiano), Escambo (Sabará), além de realizar shows nas edições do festival Grito Rock nas cidades de Sabará, BH, Montes Claros, Divinópolis e Guaxupé. Atualmente o grupo está com vários shows agendados, entre eles a Virada Cultural (SP) e o festival Calango (MT).
Com influências que vão desde a música instrumental brasileira até o rock inglês contemporâneo, o 4instrumental tem se destacado pelo som expressivo e pela habilidade técnica de seus integrantes. Para 2010, o grupo prepara o lançamento de seu primeiro CD e a realização dos primeiros shows fora de Minas Gerais.
Banda formada em Belo Horizonte por cinco músicos arrojados que produzem um som audaz marcados pela característica arrebatadora das melodias e intensidade dos solos. Apesar do pouco tempo de carreira o grupo já possui um público fiel e vem se apresentando constantemente em Belo Horizonte.
Sobre o Fórceps
Resultado da reunião de artistas, comunicadores e produtores de Sabará e outras cidades da região o Fórceps vem desde 2007 trabalhando no desenvolvimento da cultura independente da região e no diálogo com a produção de outras partes do país como integrante do Circuito Fora do Eixo juntamente com outros 44 coletivos de todo o país.
Serviço
Real Instrumental
Data: 24/04
Local: Praça Melo Viana, Centro histórica de Sabará-MG
Horário: A partir das 17h
Preço: Gratuito
Diz uma expressão popular que Caldo de Piaba é um caldo ralinho, que é bom pra curar a ressaca. Moradores do alto rio Envira, no Acre, no entanto, afirmam que se trata de uma delicatessen. Outros informam que se trata de uma iguaria afrodisíaca. Formado no final de 2008, o Caldo é um projeto idealizado por amigos que tem em comum o gosto pela mistura de ritmos e a vontade de experimentar com a música instrumental. Além das composições próprias, são apresentadas releituras de canções populares. Nesse consistente caldo quem conduz a melodia é a guitarra (como na lambada e na guitarrada paraense) que se encontra com a bateria e o baixo inspirados no funk, no ska e no samba-rock. Isso tudo misturado com um toque de psicodelia, com uma certa liberdade de improviso, e com o que mais for surgindo. Esse é o pano de fundo das composições do Caldo de Piaba que vem conquistando seu espaço no cenário da música acreana. Em um ano de trajetória, a banda já rodou o interior do Acre a bordo de uma Kombi levando seu show para praças e coretos. Se apresentou também em festivais independentes como o Varadouro (Rio Branco-AC), Grito Rock (Acre, Alagoas e Bahia), Calango (Cuiabá-MT), Rec Beat (Recife-PE) e Mostra Instrumental Contemporânea (Rio de Janeiro).
> Texto no meiodesligado.com
“A melhor banda a surgir no interior de Minas Gerais nos últimos 10 anos. Na verdade, me pergunto se, algum dia, já houve uma banda mineira criada fora de BH tão boa quanto o 4instrumental”
> Eleita melhor banda ao vivo em 2009 pelo Coletivo Pegada:
“Desde o Grito Rock BH, passando pelo Escambo, o Jambolada e o 9º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe, o 4instrumental apresenta um show cada vez mais redondo. Ainda sem disco lançado, a banda integrada ao coletivo Fórceps vem garantindo seu espaço nos palcos”
> Uma das maiorers surpresas do festival Jambolada (Uberlândia/MG), segundo o Conexão Vivo:
“O 4instrumental foi outra banda que surpreendeu. A banda, de Sabará/MG, integra o Coletivo Forcéps, e foi a única banda instrumental que integrou a programação do Festival. O rock instumental forte dos caras, recheado de referências e misturas, manteve o público ligado durante todo o show.”
> Relato do público publicado no coletivopegada.org:
““Eu já vendi minha guitarra várias vezes por 50 reais depois do show do 4 Instrumental. Se você tiver vontade de vender a sua, não se preocupe, é assim mesmo”, me avisou Flávio Charchar antes da banda começar a tocar. Confesso, fiquei estarrecida e deu mesmo vontade de parar de tocar guitarra ao ver o guitarrista da banda. Eles tocam muito. Nesse momento, o público se reuniu em frente ao palco. A mosh naturalmente acabou e a maioria foi prestar atenção nas músicas. A sutileza do instrumental, as mudanças repentinas, a união perfeita dos integrantes. Foi nesse momento que compreendi a força da música instrumental.”
O 4instrumental nasceu em Sabará no começo de 2008 já integrada ao Fórceps, coletivo de produção cultural independente que havia sido criado meses antes com o objetivo de fomentar a cena local, conectando-a em rede com o restante do país através do Circuito Fora do Eixo. Desde então a banda circulou por várias cidades de Minas Gerais e se apresentou em festivais importantes como o Jambolada (Uberlândia/MG), Primeiro Campeonato Mineiro de Surf (BH/MG), Marreco (Patos de Minas/MG), Arena Livre (Vespasiano), Escambo (Sabará), além de realizar shows nas edições do festival Grito Rock nas cidades de Sabará, BH, Montes Claros, Divinópolis e Guaxupé.
Desde sua criação o 4instrumental fez shows junto a grandes nomes da música brasileira, como o renomado grupo experimental Uakti, o ícone heavy metal Sepultura e a elogiada banda instrumental cuiabana Macaco Bong, entre outros.
Com influências que vão desde a música instrumental brasileira até o rock inglês contemporâneo, o 4instrumental tem se destacado pelo som expressivo e pela habilidade técnica de seus integrantes. Para 2010, o grupo prepara o lançamento de seu primeiro CD e a realização dos primeiros shows fora de Minas Gerais.
Iconili é uma banda instrumental que tem como base o rock, além de referências como jazz e música africana. A banda é formada por cinco músicos que utilizam diversos instrumentos, entre eles sax, theremin, orgão, flauta e metalofone. A composição gerada pela estrutura de rock e timbres antigos geram uma atmosfera geométrica e uma métrica recortada. Foto por Pedro de filippis e Victor Magalhães Silva.
Dibigode. Esta é a proposta de 5 músicos belo-horizontinos que amam o que fazem e, por isso, fazem com qualidade.
A banda Dibigode, com um estilo arrojado, diferente, audaz, projeta pelo ar, ondas que propalam desde as faces de uma alacridade que conduz a um torpor pinacular, até às faces que sobre sombras meneantes e luzes policromáticas, seqüestram da platéia todo tipo de sentimento e sensação, sempre marcados pela característica arrebatadora das melodias, boa intensidade em solos, e mesmo a suavidade que encanta e delineia formas harmônicas e plácidas, percebidas pelos ouvidos do maior bom gosto, em frases musicais de todas as composições da banda.
Estes rapazes, livres das imposições da conveniência, trazem à tona novos olhares da música, que de seus corações, mentes, almas especialmente paramentadas com dons finos, fluem, retiram de fontes diversas, cachoeiras de emoções, que mesmo sem o recurso das letras, são invocadas, e jorram em borbotões quase involuntários de tão naturais.
Dibigode é excêntrico, porque nada que eles fazem é ordinário. É sempre algo além do esperado. Com artistas convidados ou não, eles estão sempre experimentando novas cores para seus quadros: seus palcos, seus shows, e suas músicas…
Os fãs do Dibigode partem das mais diferentes castas musicais, em se falando de gosto. É um som para todos. Todos gostam. Simplesmente porque é bom. É de costume ver a platéia ir aos picos do cheering em seus shows. Dibigode é decente, elegante, ao mesmo tempo que comburente, inflamável.
Dibigode é uma locomotiva ignívoma que voga quem nela embarca para os quatro cantos do mundo da música e da arte proporcionando e provocando espadanas de emoções em quem ousa usar a imaginação para figurar as paisagens ou momentos, ou épocas, ou situações quaisquer, que Dibigode nos inspira;
Ou mesmo para quem faz a simples exegese de suas obras, já se sente o fluxo torrencial das chamas que caracterizam o vórtex das criações dibigodeanas.
Dibigode, enfim, é um novo esfenoplasma da arte musical contemporânea.